Com a nova condenação por corrupção no sistema de transportes, ex-governador do Rio soma penas de 393 anos de reclusão.
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi condenado a 16 anos e 8 meses de prisão por corrupção passiva em esquema de propina envolvendo empresários do setor de transportes do Rio, em mais um processo da Lava-Jato no Rio. As investigações apontam o pagamento de R$ 43,4 milhões por proprietários de empresas de ônibus e membros da cúpula da Fetranspor ao presidente do Detro, Rogério Onofre, para que atos de ofício fossem determinados para favorecer as empresas de ônibus. Os pagamentos, entre 2010 e 2016, tiveram a concordância de Sérgio Cabral, segundo a Justiça. Com essa condenação, as penas de Sérgio Cabral atingem, no total, 393 anos de reclusão.
A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Bretas, e destaca denúncia do Ministério Público Federal (MPF), na operação Ponto Final 2, que os pagamentos tiveram a participação dos seguintes empresários do setor de transportes e membros da Fetranspor: Jacob Barata Filho, conhecido como "O Rei dos Ônibus", José Carlos Reis Lavouras, Lélis Teixeira, Marcelo Traça e José Augusto Morais Monteiro, por intermédio dos doleiros Álvaro Novis e Edimar Dantas.
Foram condenados Sérgio Cabral, Jacob Barata Filho, Rogério Onofre, Dayse Deborah Alexandre Neves, João Augusto Moraes Monteiro, Cláudio Sá Garcia de Freitas, Alexsander Luiz de Queiroz Silva e Bernardo Lederman Zadj pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Integrantes da Fetranspor Lélis Teixeira e Marcelo Traça, assim como os doleiros Álvaro Novais e Edimar Dantas foram suspensos do processo por terem firmado acordo de delação premiada com o MPF. Já José Carlos Lavouras, ex-membro da Fetranspor, também fechou acordo de delação premiada, mas em Portugal, onde reside. E, por isso, o processo em relação a ele foi desmembrado.
O Dia

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