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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Número de bilionários latino-americanos aumenta 40% durante a pandemia de coronavírus

 


Os dois extremos da escala econômica latino-americana emergirão da pandemia de coronavírus muito mais populosos do que eram antes do estouro da crise sanitária. O inferior, porque o número de pessoas que vivem na pobreza —como tem documentado todos os anos uma das principais organizações regionais e internacionais— não parou de crescer nos últimos meses, ganhando terreno da ainda incipiente classe média. O superior, porque os mais ricos entre os ricos conseguiram ampliar ainda mais seus ativos já vultosos graças à revalorização das Bolsas de valores.

Os últimos dados da revista Forbes são nítidos: na América Latina e no Caribe —a região mais desigual do mundo— o número de bilionários aumentou 40% desde o início da pandemia. No início de 2020, quando o vírus tinha acabado de irromper e ninguém ainda imaginava o que estava por vir, havia 76 latino-americanos que possuíam 1 bilhão de dólares (5,22 bilhões de reais) ou mais em ativos, com um patrimônio conjunto de 284 bilhões de dólares (cerca de 1,5 trilhão de reais). Na lista de 2021, publicada em março, eram 105, com 448 bilhões de dólares (cerca de 2,4 trilhões de reais) acumulados. E na última atualização, em meados de maio, já havia 107 com um patrimônio conjunto de 480 bilhões. O patrimônio acumulado por essa centena de fortunas, para contextualizar, seria suficientes para comprar uma vez e meia todas as empresas listadas no principal índice da Bolsa de valores do México.

El País

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