Rogério Marinho foi chamado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle a dar explicações sobre o encontro. Conforme mostrou o Jornal Nacional, quando a reunião aconteceu, a agenda pública de Marinho continha somente o nome de um assessor da Presidência, sem menções ao filho do presidente ou a outros empresários.
Segundo o ministro, a reunião foi pedida “pelo gabinete do presidente” e, no encontro, foi apresentada uma “inovação tecnológica” na área de habitação.
A Policia Federal abriu um inquérito para investigar a empresa de Jair Renan, a pedido do Ministério Público, por suspeita de tráfico de influência.
“A reunião que ocorreu conosco foi em 2020. […] Foi solicitada pelo gabinete do presidente, por um de seus auxiliares”, afirmou Marinho durante a audiência desta terça.
Na avaliação de Marinho, o fato de Jair Renan ter estado presente ao encontro “não causou nenhum tipo de constrangimento”. “Até porque ele entrou calado e saiu calado”, completou. O ministro, contudo, não detalhou quem mais participou.
Como foi a reunião
Aos deputados, Rogério Marinho disse que, no encontro, a empresa apresentou uma “inovação tecnológica” para o setor de habitação, encaminhada para a Secretaria Nacional de Habitação (SNH), órgão do ministério.
“[A secretaria] recebe cotidianamente centenas de contribuições, que são levadas em consideração ou não”, afirmou Marinho nesta terça.
Ainda durante a audiência, o ministro negou que o ministro contrate diretamente conjuntos habitacionais ou soluções tecnológicas.
“Quem o faz são as empresas que atendem aos editais através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) ou do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS)”, disse.
FONTE: thaisagalvao.com.br

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