quinta-feira, 28 de julho de 2022

Alexandre será o presidente do TSE: o terror de Bolsonaro


Um antigo colega de profissão, de tão irado que ficou por ter sido demitido do jornal onde trabalhava, depredou a casa que o jornal alugou para ele antes de desocupá-la. Faz mais de 40 anos.

Ameaçado de não se reeleger e, por isso, com medo de ser preso mais tarde, Bolsonaro está fazendo a mesma coisa, só que com o país. Até onde se sabe, o Palácio da Alvorada está preservado.

A disposição de Bolsonaro é de inviabilizar o próximo governo, legando-lhe uma herança maldita. Se o próximo governo for dele, Paulo Guedes, ministro da Economia, que se vire e dê um jeito.

De tanque cheio é que ele não passará o cargo. Talvez nem passe a faixa presidencial ao seu sucessor, o que não significa que pretenda ficar com ela como fez Jânio Quadros ao renunciar em 1961.

Os brasileiros mais pobres, 60 milhões deles que acordam diariamente sem saber o que vão comer, é que pagarão a conta da irresponsabilidade de Bolsonaro.

É para eles que Bolsonaro apela neste momento com o pacote de bondades meramente eleitoreiro que, por ora, poderá lhes dar um alívio. Bolsonaro passou recibo da natureza eleitoreira do pacote.

Ele está previsto para durar até 31 de dezembro, mas diante da acusação de que é eleitoreiro, Bolsonaro disse no último domingo que será prorrogado, só não disse por quanto tempo a mais.

O ensaio de golpe que Bolsonaro pretende fazer no 7 de setembro próximo dá a medida do seu desespero. Ele está em pânico com as decisões que a Justiça tomará quando a campanha tiver início.

O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão repletos de ações contra ele que serão julgadas a partir da semana que vem. E mais ações serão impetradas pela oposição.

O ministro Alexandre de Moraes assumirá a presidência do TSE em agosto com uma mão pesada e a outra leve. A pesada vai recair sobre Bolsonaro; a leve, sobre as Forças Armadas.

Alexandre acatará recomendações dos militares para tornar as eleições ainda mais seguras, mas não será tolerante com Bolsonaro se ele continuar jogando fora das quatro linhas da Constituição.

Não baterá boca com Bolsonaro, simplesmente fará o que tiver de ser feito. A vida mansa de Bolsonaro, que já deu motivo para ser punido dezenas de vezes, acabou. Ele duvida? Espere só para ver.

Metrópoles 

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