Jeter ficou conhecido no noticiário nacional por ter se envolvido no escândalo que culminou com a queda de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda em 2006, primeiro governo Lula.
O ex-gerente foi nomeado como assessor do gabinete adjunto de informações do Gabinete Pessoal do Presidente, com salário bruto de R$ 10,3 mil por mês. A nomeação é assinada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.
No governo Dilma, Jeter chegou a ser nomeado para o mesmo cargo no Planalto. Na época, a nomeação foi assinada pelo secretário-executivo da Casa Civil, pasta que era chefiada por Palocci.
Procurada, a Casa Civil não respodeu.
Entenda o caso
Jetet foi o responsável por acessar e imprimir uma cópia do extrado do caseiro Francenildo Costa a pedido do então presidente do banco público Jorge Mattoso.
extrato foi publicado pela hoje extinta revista Época e apontava que o caseiro havia recebido transferências de R$ 25 mil no período em que denunciou o então ministro da Fazenda do primeiro governo Lula.
Após o caso vir à tona, Francenildo afirmou o dinheiro foi doado por seu pai, que confirmou a versão. Jeter chegou a depor na PF sobre o caso, mas não foi indiciado. Já Palocci foi inocentado pelo STF em 2009 por falta de provas.
O sigilo de Francenildo foi quebrado após o caseiro declarar, em uma entrevista, que Palocci frequentava uma casa em Brasília onde, de acordo com ele, haveria festas e distribuição de propinas.
Igor Gadelha

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