O publicitário João Santana, que realizou campanhas publicitárias para o Partido dos Trabalhadores (PT), é um dos alvos da 23ª fase da Lava Jato, denominada Operação Acarajé, que foi deflagrada no início da manhã desta segunda-feira (22) e investiga o esquema de corrupção na Petrobras.
O objetivo das investigações desta fase é o cumprimento de medidas cautelares, a partir de representação da autoridade policial, relacionadas a três grupos: um grupo empresarial responsável por pagamento de vantagens ilícitas; um operador de propina no âmbito da Petrobras; e um grupo recebedor, pertencente a João Santana, cuja participação fora confirmada com o recebimento de valores já identificados no exterior em valores que ultrapassam US$ 7 milhões.
Uma equipe da Polícia Federal cumpre um mandado de busca e apreensão no apartamento do marqueteiro em um prédio localizado no Corredor da Vitória, bairro nobre de Salvador, capital baiana. Buscas também são realizadas na residência do publicitário na cidade de Camaçari, na região Metropolitana de Salvador.
Também existe um mandado de prisão contra Santana, que foi responsável pelas campanhas para a Presidência da República do então candidato Lula, em 2006, e nas duas candidaturas da atual presidente Dilma Rousseff, nos anos de 2010 e 2014. No momento, o marqueteiro se encontra na República Dominicana trabalhando na campanha de reeleição do presidente Danilo Medina.
A Odebrecht também é alvo de buscas por parte da PF. A empreiteira confirmou que a polícia cumpre mandados nos escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Cerca de 300 policiais federais cumprem 51 mandados judiciais, sendo 38 de busca e apreensão, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. Os mandados são cumpridos nos estados da Bahia (Salvador e Camaçari), Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba e São Paulo capital, Campinas e Poá.
Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal.
A 23ª Fase da Operação Lava Jato foi denominada "Acarajé", em alusão ao termo utilizado por alguns investigados para nominar dinheiro em espécie.
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