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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Professores de Natal decidem manter greve por tempo indeterminado

A greve dos professores da rede pública municipal continua por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (26), durante plenária realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte-RN), no bairro da Cidade Alta.
Professores foram convocados nesta quinta (Foto: Camila Souza/ Divulgação)
Greve teve início com pauta de 17 itens reivindicados (Foto: Camila Souza/ Divulgação)
Iniciada na última segunda-feira (22), a paralisação conta, segundo dados do próprio Sinte-RN, com uma adesão de 70%. Ao todo são pelo menos 17 pontos, entre reivindicações de ajustes salariais, pagamentos atrasados e realização de promoções.
“A greve continua por tempo indeterminado e não há chance de acabar até então. O prefeito (Carlos Eduardo) deu as costas para categoria. Enviamos ofício, mas o prefeito não deu sinal de resposta sobre uma reunião ou sequer audiência”, afirmou Fátima Cardoso, presidente do Sindicato.
Após a assembleia, professores e representantes da categoria seguiram em caminhada pela Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, em direção ao palácio Felipe Camarão, sede do executivo municipal.
O objetivo da caminhada foi forçar uma audiência com o prefeito Carlos Eduardo e assim abrir um canal de negociação, de modo a discutir os pleitos da categoria. Com faixas e cartazes, os professores se reuniram em frente a prefeitura, mas não foram recebidos por Carlos Eduardo, que na ocasião não estava presente no palácio.
Negociação
Apesar da garantia da secretária de Educação, Justiva Iva, em oferecer a correção salarial dos professores municipais referente ao novo piso nacional da educação, definido pelo Ministério da Educação (MEC), que é de 11,36%, a representante da categoria afirma que as atividades só deverão retornar em caso de negociação do pagamento de um acordo de 2013 e que segue com duas parcelas a pagar.
Segundo a secretária, o pagamento das duas últimas parcelas referentes a dívidas com a categoria em gestões anteriores não será efetuado – ao menos em curto prazo. Para Justina Iva, o principal motivo é a grave crise econômica enfrentada pelo Município e a retirada de parte dos recursos federais do RN do Fundeb.
Adesão
A greve dos professores da rede de Educação de Natal, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação (SME), têm um alcance reduzido, inclusive, menor do que o apontado pelo Sindicato. Das 144 unidades educacionais mantidas pelo Município, entre escolas de ensino fundamental e centros de educação infantil (CMEIs), apenas teriam 18 aderido totalmente ao movimento deflagrado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte). O número equivale a 12% da rede.
Em números absolutos, segundo levantamento feito pela  SME, são 13 escolas e cinco CMEIs sem funcionamento por causa da greve. Por outro lado, há 52 unidades (15 escolas e 37 CMEIs) funcionando normalmente, sem prejuízo nenhum para seus alunos. Há ainda unidades que aderiram apenas parcialmente ao movimento paredista e não interromperam suas atividades por completo. São 38 escolas e 30 CMEIs nessa situação.
Paralisação
A paralisação foi iniciada uma semana após o início do ano letivo. As aulas na rede municipal de Natal começaram no dia 15 deste mês para mais de 54 mil alunos matriculados nas 144 unidades espalhadas pelas quatro regiões administrativas da capital.

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