Lira afirmou ao blog que irá soltar uma nota sobre o tema, negando a informação trazida pelo jornal.
Na manhã desta quinta, ao chegar ao Ministério da Defesa, Braga Netto foi questionado por jornalistas sobre a reportagem. Ele disse que é "invenção". Ao sair de evento, ele afirmou que "trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade entre os poderes da República em um momento que exige a união nacional".
O vice-presidente, Hamilton Mourão, também foi questionado sobre o tema ao chegar ao Ministério da Defesa. Ele estava a certa distância dos jornalistas e gritou: "É mentira".
O comentarista da GloboNews do G1 Valdo Cruz informou que falou na manhã desta quinta com o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, general da reserva. Ramos disse que recebeu ligação de Braga Netto mais cedo e que o ministro da Defesa lhe afirmou que a informação do "Estadão" não procedia e que ele queria buscar uma forma de desmentir a reportagem.
'Estadão' reafirma
Diante das negativas de Lira e de Braga Netto, o diretor de Jornalismo do "Estadão", João Caminoto, escreveu em uma rede social, que reafirma o conteúdo da reportagem.
"Diante das diversas reações, considero importante reafirmar na íntegra o teor da reportagem publicada hoje no 'Estadão' sobre os diálogos do ministro da Defesa. O compromisso inabalável do Estadão segue sendo a qualidade jornalística e o respeito ao Estado de Direito", afirmou Caminoto.
Voto impresso
De acordo com o "Estadão", quando Braga Netto enviou o recado para Lira, estava acompanhado dos comandantes da Aeronáutica, Marinha e Exército.
O movimento do ministro da Defesa, ainda segundo a reportagem, ocorreu em 8 de julho. No mesmo dia, Bolsonaro declarou publicamente que, se não houvesse voto impresso, não haveria eleições.
O voto impresso é uma das principais causas atualmente defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestam o presidente e afirmam que o sistema eleitoral no país é seguro, moderno e auditável.Bolsonaro reclama de possibilidade de fraude nas eleições, mas não apresenta provas.
Na comissão da Câmara que analisa um projeto para o voto impresso, a tendência é de derrota do texto. Partidos políticos se manifestaram conjuntamente contra a proposta.
Ana Flor

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