Dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas neste sábado, 24 de julho, em dezenas de cidades para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para pedir a sua saída do governo e maior agilidade nas campanhas de vacinação. O país se aproxima das 550 mil mortes e da marca de 20 milhões de casos confirmados da doença desde o início do ano passado.
As novas ameaças de não realização das eleições presidenciais em 2022 também estiveram entre os principais alvos dos protestos dos manifestantes. Nas últimas semanas, o presidente Bolsonaro e o ministro da Defesa, o general Walter Braga Netto, deram declarações que colocam em xeque a realização das eleições caso não seja aprovado o voto impresso no ano que vem.
Frases como "Fora, Bolsonaro", gritos como “Vacina no braço” e “Comida no prato” fizeram parte do coro popular nas manifestações que aconteceram em meio a mudanças ministeriais no governo e acusações de corrupção na compra de vacinas.
A previsão dos organizadores era a de que haveria manifestações contra o governo em cerca de 400 cidades. Foi o quarto dia de protestos em todo o país contra o governo: os demais foram em 29 de maio, 19 de junho e no dia 3 de julho.
Entre as reivindicações também estiveram o aumento do valor do auxílio emergencial, que hoje varia de R$ 150 a R$ 375, a dependendo do tamanho da família.
São Paulo
Em São Paulo, maior cidade do país, milhares de manifestantes se reuniram a partir do começo da tarde na avenida Paulista, tradicional palco de atos políticos e em defesa da democracia no país. As duas pistas da avenida foram fechadas pela Polícia Militar a fim de garantir espaço para as pessoas e foram tomadas pelos participantes do ato. Mais tarde, os manifestantes se dirigiram a pé no sentido na Rua da Consolação.
Os manifestantes pediram a saída do presidente Jair Bolsonaro por meio de impeachment, criticaram a condução do governo no combate à pandemia e pediram maior agilidade nas campanhas de vacinação.
Rio de Janeiro
No Centro do Rio, entre as reivindicações, manifestantes reclamaram das privatizações de órgãos públicos, cobraram a defesa da Amazônia e o atraso na vacina contra a Covid, que levaram à morte de dezenas de milhares de pessoas.
Segundo as centrais sindicais e os partidos políticos que convocaram o ato na capital fluminense, e que formaram um grupo batizado de Bloco Democrático, foi um “dia de unir o país em defesa da democracia, da vida dos brasileiros e do fora Bolsonaro”.
A concentração do ato teve início por volta das 10h na Avenida Presidente Vargas, em frente ao monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares. De lá, eles seguiram em caminhada rumo à Praça da Candelária.
Segundo o Centro de Operações Rio, a pista central deste trecho esta interditada e com trânsito intenso.
Brasília
Manifestantes também foram às ruas de Brasília na tarde deste sábado para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro. O ato começou com concentração de pessoas e carros de som no início da Esplanada dos Ministérios, em frente à Biblioteca Nacional. Em seguida, os manifestantes caminharam com placas e cartazes em direção ao Congresso Nacional.
Além de "fora, Bolsonaro", com a defesa do processo de impeachment do presidente, manifestantes fizeram críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e à proposta de implementação do voto impresso, bandeira de Bolsonaro.
Outras cidades
Em Recife, capital de Pernambuco, o protesto aconteceu no Centro e teve motivação críticas contra o aumento da fome e pressões sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para que dê andamento a processo de impeachment contra Bolsonaro.
Já em Teresina, no Piauí, estudantes, trabalhadores, centrais sindicais e integrantes de partidos políticos e de movimentos sociais protestaram contra o governo federal, pedindo o impeachment de Bolsonaro mais vacinas e aumento do auxílio emergencial.
A concentração começou por volta de 8h na Praça Rio Branco, no Centro da cidade. Em seguida, às 10h, eles saíram em caminhada pelas ruas do Centro, com cartazes e carros de som.
Exame.com

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