De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, “esses são os valores do Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que beneficia 40 milhões de matriculados em instituições públicas de ensino no Brasil. Com o aumento da fome no país, cresce o número de crianças e jovens que têm no prato de comida servido nas escolas a sua única refeição do dia”.
O aumento da fome no Brasil, que alcança 33,1 milhões de brasileiros, e da inflação, que acumula alta de 11,73% nos últimos 12 meses, além do baixo valor dos repasses voltados à alimentação dos estudantes da rede pública, levou uma rede de instituições a elaborar uma carta destinada aos candidatos das eleições outubro pedindo o aumento das verbas.
“O documento alerta para o fato de que o valor do Pnae não teve reajuste significativo desde 2010. Além disso, houve redução de 20% em valores reais no orçamento do programa entre 2014 e 2019. Neste ano, considerado estratégico diante da perda nutricional dos dois anos de fechamento escolar da pandemia, o orçamento sofreu redução para R$ 3,96 bilhões - em 2021, foram R$ 4,06 bilhões”, ressalta a reportagem.
Além de pedir o aumento dos repasses, as entidades alertam para a obrigação legal de que 30% dos alimentos sejam adquiridos da agricultura familiar.

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