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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

MPSC repudia gesto, mas diz não identificar intenção de apologia ao nazismo


MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) afirmou, em nota, que não vê apologia ao nazismo de manifestantes que fizeram saudação similar à nazista durante ato em São Miguel do Oeste contra a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. Apologia ao nazismo é prática considerada crime no Brasil.

O órgão ressalta que identificou os manifestantes, analisou imagens e conversou com testemunhas dos atos. Na avaliação do MPSC, não houve intenção aparente de apologia ao nazismo, "não havendo evidências de prática de crime, muito embora a atitude ser absolutamente incompatível com o respeito exigido durante a execução do hino nacional".

Segundo as investigações preliminares, o gesto começou por conta do locutor do evento, que é um empresário local, ao pedir as pessoas a "estenderem a mão sobre o ombro da pessoa a sua frente ou, se não houvesse, para que estendessem o braço, a fim de 'emanar energias positivas'". Um policial e diversos repórteres que acompanhavam o ato confirmaram a versão.

Por fim, não foi encontrada nenhuma ligação do locutor com o nazismo, "bem como foram identificadas imagens que os manifestantes por diversos momentos realizaram orações, inclusive se ajoelhando em frente ao quartel do Exército, trazendo verossimilhança à narrativa que não se tratava de gesto nazista".

MP viu saudação nazista ontem. Ontem, o Ministério Público chegou a afirmar que os manifestantes fizeram uma saudação nazista durante o ato, mas voltou atrás ao averiguar o caso com testemunhas.

UOL 

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