O presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou, nesta sexta-feira, (30), seu último pronunciamento enquanto chefe do Executivo. Em seu discurso, enfatizou a importância do que entende como "liberdade" para a manutenção da democracia e pontuou as principais iniciativas de sua gestão nas principais pastas ministeriais: economia, educação, saúde e meio ambiente. Além disso, teceu duras críticas ao presidente eleito Lula (PT) e comparou seus ministros com os escolhidos pelo petista.
Segundo Bolsonaro, apesar das dificuldades enfrentadas com a pandemia de Covid-19, o seu governo finalizou os quatros anos de gestão com "saldo positivo", para corroborar sua declaração, relembrou a ampliação da vigência da CNH, a renegociação das dívidas do Fies, o Marco Ferroviário, o Auxílio Emergencial, água para o Nordeste e a geração de 3 milhões de empregos até 2021.
Emocionado, o presidente disse ter evitado se posicionar sobre ações dos manifestantes que estão em frente aos quartéis do Exército, para evitar ter suas falas "descontextualizadas" e reforçou que todo movimento pacífico deve ser respeitado, mas não apoia nenhuma "ação terrorista". As manifestações em Brasília e outras capitais do país, vale lembrar, vem ocorrendo desde o resultado do segundo turno das eleições. No último dia 12 de dezembro, grupos chegaram a tentar invadir a sede da Polícia Federal, em Brasília, e depredaram veículos que estavam nas proximidades.
Segundo Bolsonaro, o Brasil está passando por um momento marcado pela falta de liberdade e, além disso, todas as ações divergentes da lei estão sendo associadas aos "bolsonaristas". "Se alguém faz algo que não vai de acordo com as leis, é chamada de bolsonarista", destacou. Ainda, nas palavras do presidente, seu governo passou quatro anos buscando reforçar a importância da liberdade para o estado democrático.
De acordo com ele, seu governo foi fundamental para resgatar o "patriotismo", sobretudo, por meio das cores da bandeira que se tornaram símbolo do movimento em apoio a sua gestão. "Acredito no Brasil, acredito em vocês e, acima de tudo, acredito em Deus", enfatizou ao fim do discurso.
Bolsonaro critica ministros escolhidos por Lula
Para Bolsonaro, o governo Lula começa "capenga". O presidente argumentou que seu sucessor terá dificuldades com um Congresso "mais conservador" e que parcelas da população que votaram em Lula agora estão arrependidas.
Bolsonaro também disse que buscou "dentro das quatro linhas da Constituição", uma forma de questionar o resultado das eleições. Segundo ele, não teve apoio para isso, e por isso não conseguiu levar a ideia adiante.
"Está prevista a posse agora no dia 1º de janeiro. Eu busquei dentro das quatro linhas, dentro das leis, respeitando a Constituição, uma saída pra isso aí. Se tinha alternativa, se a gente poderia questionar alguma coisa dentro das quatro linhas", afirmou.
Sempre destacando seu esforço indicações técnicas e não políticas para seus ministérios, Bolsonaro mencionou a escolha de ministros anunciada por Lula na última quinta-feira (29).
“Compare os nossos ministros, com os indicados pelo nosso opositor”, afirmou
O presidente ainda criticou a decisão do petista de não estender a desoneração de combustíveis que, segundo ele, foi uma alternativa encontrada para baixar os preços por meio do parlamento, e não por “canetada”.
Em crítica a atuação do ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Bolsonaro disse que “qualquer medida de força tem uma reação”, e a isso atribuiu o movimento de apoiadores nas ruas que protestam contra o resultado das eleições.
“Isso tudo trouxe uma massa de pessoas na rua buscando por proteção. (…) Eu não participei desse movimento, eu me recolhi, para não falar sobre esse assunto, para não tumultuar mais ainda”.
“Não vamos pro tudo ou nada”, diz Bolsonaro
Se dirigindo a seus apoiadores, o presidente disse: “Não vamos achar que o mundo vai acabar no dia 1º.”
Ele também negou a ideia de “vamos para o tudo ou nada”. “Não tem ‘tudo ou nada”, declarou antes de pedir que seja feita oposição com “inteligência” ao futuro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“[Vamos] mostrar que somos diferentes do outro lado”, pontuou.
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Tribuna do Norte

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