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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Petroleiros podem entrar em greve este mês


O Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO-RN) realiza até hoje ato em defesa da Petrobras. Ontem, 15, uma equipe do sindicato esteve na base da Petrobras em Mossoró. Na quarta-feira, 14, o ato foi realizado em Alto do Rodrigues e hoje haverá uma nova mobilização, dessa vez, em Natal.
O coordenador geral do Sindipetro/RN, José Araújo, explica que atividades iguais a essas estão acontecendo no Brasil todo e têm a finalidade de conscientizar os trabalhadores sobre a greve que deve começar ainda este mês, caso não haja qualquer sinalização por parte da Petrobras em negociar com os petroleiros e petroleiras. “São ajustes finais para a deflagração da greve por tempo indeterminado. A greve será deflagrada ainda este mês”, afirma.
A paralisação acontecerá pela manutenção dos investimentos, manutenção do livre emprego, contra o desemprego, contra a privatização da Petrobras e pela recomposição de efetivos. O sindicalista acredita que o movimento já inicie com 80% de adesão. Ainda não há uma data específica para o início da greve, porém o coordenador geral do Sindipetro informa que ela pode acontecer a qualquer momento a partir do dia 20 de outubro.
José Araújo, afirma que a população não será prejudicada por causa da greve, pois não haverá desabastecimento de gás, gasolina e outros combustíveis. “Garantimos o abastecimento, a população não será afetada”, diz.
Por enquanto, no Rio Grande do Norte, assim como nos outros estados brasileiros, o Sindipetro está esclarecendo aos trabalhadores e a população sobre os motivos para a provável greve.
Ontem pela manhã, na Base 34 da Petrobras/Mossoró, o sindicato interceptou cada veículo na entrada da unidade para informar aos trabalhadores os motivos e a importância do movimento.
Ainda de acordo com José Araújo, a luta é também pela recomposição de efetivos. Ele explica que a Petrobras, com um plano de incentivo, retirou 8 mil trabalhadores e não mostra que irá repor essa quantia. A estatal também apresentou um acordo coletivo com redução da demanda e dos investimentos. Na Base 34 foram demitidos recentemente 51 funcionários de uma empresa, conforme o coordenador sindical. “Não queremos que isso aconteça. Reduzir custos operacionais nas costas do trabalhador não vai melhorar”, diz José Araújo.
Outra grande demissão na Petrobras deve acontecer na área de comunicação social, onde mais de 500 pessoas podem ser dispensadas. O coordenador do Sindipetro destaca que isso pode afetar a comunicação da empresa com as comunidades.
José Araújo ressalta que a luta da categoria acontece em nível de corporação, em nível de sindicato e em nível de congresso, visto que existe um projeto de lei que visa acabar com o regime de partilha, que permite uma parte do que é coletado dos recursos naturais seja revertida à população brasileira.
Além de defender o pré-sal e o regime de partilha, o movimento rejeita os novos cortes em investimentos e gastos operacionais recentemente aprovados pela direção da Petrobras; opõe-se à venda de ativos, incluindo os campos maduros de petróleo e gás e repudia as ameaças de retrocesso, impostas às conquistas e direitos econômicos e sociais obtido nos últimos anos.
Segundo o sindicato, no Rio Grande do Norte, principalmente na região de Mossoró, a alienação de campos ativos poderá significar um grande desastre para o Rio Grande do Norte e para os demais Estados cuja produção provém de campos maduros, com graves consequências no plano da geração de empregos, circulação de renda, recolhimento de tributos, pagamentos de royalties, dentre outros.

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