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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Professores e técnicos da UERN definem hoje rumos da greve


Professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) se reúnem hoje, às 9h, em assembleia, na sede da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), para definir os rumos da greve da categoria, iniciada no dia 25 de maio. No mesmo horário, o Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Uern (SINTAUERN), que iniciou a paralisação três dias antes, realiza sua própria assembleia, no auditório da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS). A previsão é de que as categorias analisem um documento, que deve ser enviado até as 9h pelo Governo do Estado.
Esse documento contém propostas discutidas ontem, na Governadoria do Estado, durante um encontro que reuniu representantes da Associação e do Sindicato, além do reitor da Uern, Pedro Fernandes; da Secretária chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes; e do secretário estadual de Planejamento, Gustavo Nogueira. O encontro, segundo a assessoria de comunicação da Aduern, foi solicitado logo após o final da audiência de conciliação, realizada na sexta-feira passada, 16, na sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).
Após a apresentação de várias proposições pelos sindicatos, a proposta analisada, previamente, como sendo a mais viável é a que prevê a divisão do acordo salarial das categorias em duas parcelas, referentes aos anos de 2017 e 2018, implementadas no salário-base e contemplando também os servidores inativos.
“O ponto central seriam alternativas para o impasse criado em torno da proposta apresentada pelo Governo e o Sindicato começou a apresentar as propostas que já tinham sido apresentadas na audiência de conciliação, ou seja, garantir 2015 e 2016, 2017 e 2018. Seria agosto de 2016, maio de 2017 e maio de 2018″, informou o presidente da Aduern, Lemuel Rodrigues. A proposta, no entanto, não foi acatada pelo Governo.
“Apresentamos uma segunda possibilidade, que seria, abrirmos mão de 2015 e o acordo seria cumprido em 2016, 2017 e 2018, três parcelas. Agosto de 2016, maio de 2017 e maio de 2018. Aí o Governo insistiu no auxílio, sem contemplar os aposentados e nós colocamos com muita clareza que aquela proposta do Governo de auxílio era uma proposta que estava acabada, fora da mesa. Não adiantava o Governo insistir porque a categoria já tinha rejeitado”, informou o presidente da Associação.
Diante disso, os segmentos apresentaram outra alternativa. “Então como essa possibilidade de 2016, 2017 e 2018 também foi rechaçada pelo Governo sempre alegando que não tinha como trabalhar com essa proposta. Nós tiramos da cartola, da manga, uma terceira possibilidade e que não é a melhor, porém, é uma possibilidade. Deixaríamos uma margem de ajuste financeiro do Estado de 2015, 2016 e o primeiro quadrimestre de 2017 e o Governo dividiria nosso acordo em duas parcelas, maio de 2017 e maio de 2018″, explica Lemuel Rodrigues.
De acordo com o dirigente sindical, essa foi a proposta considerada mais plausível pelo Governo. Vista, inclusive, pela senadora Fátima Bezerra, que também estava presente na reunião, como melhor até para o Governo do que para os próprios servidores.
“E aí nós colocamos que era possível isso porque o Governo havia aprovado na assembleia um pacote de ajustes fiscais que daria uma ampliação da receita do Estado para 2016 e a gente via como viável para o Governo esse estudo. O próprio secretário [de Planejamento] disse que não via problema em estudar essa proposta, do ponto de vista técnico. Caberia agora à chefia de Gabinete sentar com a Secretaria de Planejamento e ver de que maneira poderia responder à categoria sobre essa proposta. Apenas afirmou o seguinte, que não pode garantir que em 2017 dê, mas o Governo vai encontrar um mecanismo e um termo, uma nomenclatura para que a categoria e o Governo também se sintam seguros de que o termo será cumprido.”
É o documento contendo essa proposta que deve ser encaminhado aos servidores até antes das assembleias de hoje. “Dependendo desse documento, nós pediríamos a assembleia alteração de pauta, para que esse documento fosse apresentado e fosse avaliado pela categoria. Só assim, a categoria tomaria uma posição”, acrescenta Lemuel.
O documento deve conter ainda outras reivindicações feitas pelo comando de greve. “Solicitou-se que fosse acrescentado no documento os outros pontos que já foram acordados. Concurso, que o sindicato exigiu que na resposta do Governo já fosse exigido prazo para o concurso e, se a categoria acatasse a proposta, o Governo já autorizasse o reitor a fazer o edital. Fosse contemplado também no documento, o cronograma das obras de Natal, Caicó e Mossoró”, informa o presidente da Aduern.
Petrônio Andrade, que não esteve presente no encontro, mas soube do teor da proposta, destaca a importância da participação dos servidores na assembleia de hoje. “Na minha opinião, acho que é mais fácil passar essa proposta do que a anterior. Porque a anterior não implementava o reajuste no salário-base e nem contemplaria os aposentados. Essa proposta, apesar de ser para 2017, contempla todo mundo e está prevista no salário-base”, avalia.

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