Servidores do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia realizaram na manhã desta sexta-feira, 16, uma manifestação em frente à unidade em face dos rumores de fechamento do equipamento.
Eles protestaram pela falta de informações a cerca desta possibilidade e pedem uma posição oficial da Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap).
Foto: Allan Phablo
Uma funcionária do setor de enfermagem do hospital informou que os servidores estão apreensivos com esta notícia e temem pela precarização no atendimento as mulheres que procuram a unidade.
“Estamos aqui na maior apreensão sem saber realmente se o hospital vai continuar aberto ou se esta notícia de fechamento vai se confirmar. Queremos uma posição do governo sobre esta possibilidade”.
Foto: Allan Phablo
O técnico em enfermagem, Aldiclésio Alves Maia, disse que se o Hospital da Mulher fechar a Maternidade Almeida Castro não teria como atender a demanda e que teme mais uma vez a situação das grávidas no município se tornar um caos.
“O Hospital da Mulher não atende somente as mulheres de Mossoró, mas como também do Oeste e Alto Oeste do estado. Com esta possibilidade de fechamento e transferência dos serviços para a Almeida Castro, eu temo que a situação vivida em outros períodos na cidade volte e se torne um caos”.
Foto: Allan Phablo
João Morais, diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública (Sindsaúde), regional de Mossoró, também se mostrou preocupado com a situação e disse que essa situação beira o terrorismo psicológico.
“Ainda não se tem uma posição oficial do governo sobre isso. Eu entendo que isso que estão fazendo com os funcionários do Hospital da Mulher é um terrorismo psicológico. Não podemos aceitar essa situação. Os servidores aqui já trabalham sobrecarregados e ainda tem que conviver com esta possibilidade de fechamento. Queremos saber como vai ficar a situação do Hospital da Mulher”.
Ao todo, são 334 funcionários, somente do Estado. Por mês, o Hospital da Mulher faz cerca de 200 atendimentos.
Foto: Allan Phablo
Em nota publicada na última quarta-feira, 14, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) informou que o Governo do Estado não tem qualquer projeção direcionada ao fechamento do Hospital da Mulher, tampouco a transferência dos serviços da instituição à Maternidade Almeida Castro.
A resposta enviada pela Sesap foi de que está sendo discutida uma proposta alternativa para assegurar o atendimento materno-infantil no estado. “Na reunião, foi discutida uma proposta alternativa que assegurará o fortalecimento e a qualificação da assistência materno-infantil para as regiões Oeste, Alto Oeste e Vale do Açu, dentro do processo de regionalização da Saúde que vem ocorrendo no RN”.
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