O prefeito de
Natal, Álvaro Dias, anunciou nesta quinta-feira (22) que não vai seguir na
íntegra o novo decreto de flexibilização anunciado mais cedo pela governadora
Fátima Bezerra. Em reunião na sede da Federação dos Municípios
do Rio Grande do Norte (Femurn) com representantes da Abrasel, ABIH, CDL,
Fecomércio e Natal Convention Bureau, ele destacou "algumas divergências
com o governo do estado com relação ao decreto". As principais
discordâncias são referentes à venda de bebidas alcoólicas em bares e
restaurantes e ao toque de recolher integral aos domingos e feriados.
"Resolvemos
elaborar um decreto alternativo com o apoio das entidades representativas, das
classes produtivas, das prefeituras do interior do estado que estão concordando
com a nossa decisão, com o apoio da Femurn", declarou.
O prefeito declarou
ter ciência que "existe uma pandemia instalada" e citou a abertura de
51 novos leitos de UTI e mais 300 leitos de enfermaria para coronavírus.
"Diminuiu a pressão, a situação está bem melhor do que antes. E agora está
se instalando aqui em Natal a pandemia da fome", completou.
Principais
diferenças entre os decretos
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Regras do governo do RN |
Regras da prefeitura de Natal |
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Toque de recolher das 22h às 5h de
segunda a sábado e integral aos domingos |
Toque de recolher das 22h às 5h de
segunda a domingo |
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Venda de bebida alcoólica proibida
em bares e restaurantes |
Venda de bebida alcoólica em bares
e restaurantes permitida até 22h |
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Bares e restaurantes podem abrir de
segunda a sábado até 21h, e aos domingos, das 11h às 15h |
Bares e restaurantes podem abrir de
segunda a domingo até 22h |
Entre as mudanças
anunciadas pelo governo, o toque de recolher foi reduzido e passa a valer das 22h às 5h a partir de 24 de abril - antes, era das 20h às
6h. O governo também vai autorizar a ampliação do horário de funcionamento de
bares e restaurantes, permitindo que os estabelecimentos também abram aos
domingos - quando vale o "toque de recolher integral" - das 11h às 15h.
A venda de bebidas alcoólicas para consumo em lugares públicos, incluindo bares
e restaurantes, em qualquer dia ou horário, continua proibida.
Em uma primeira
divergência do decreto do governo, o prefeito assegurou a liberação de venda e
consumo de bebida alcoólica nos bares e restaurantes "desde que dentro do
horário de funcionamento, até as 22h".
Álvaro Dias contou
que "o grande motor da geração de emprego e renda em Natal é o turismo.
São os restaurantes, as pousadas, os hotéis, os bares, que precisam funcionar para
manter os empregos dos garçons, dos cozinheiros e precisam também se manter e
sobreviver".
Estes
estabelecimentos também poderão funcionar aos domingos e feriados até 22h,
diferentemente do apontado pelo governo. A música ao vivo continua vetada.
Álvaro garantiu também que a fiscalização para o cumprimento das normas será
mantida pela Guarda Municipal, STTU e Semurb.
"Nós
resolvemos tomar essa decisão de dar uma flexibilização maior do que o governo
do estado, entendendo que estamos fazendo isso com toda responsabilidade e
cautela possível".
·
Governo do RN reduz horário de toque de recolher e autoriza
restaurantes a abrirem aos domingos
Babá Pereira, prefeito
de São Tomé e presidente da Femurn, que comandou a reunião na tarde desta
quinta-feira, ressaltou que "vamos orientar que o decreto do prefeito de
Natal possa ser seguido pelos municípios do nosso estado".
O presidente da
Femurn ressaltou que os dois principais pontos de divergência com o governo e
os municípios foram a lei seca e o toque de recolher aso domingos e feriados.
"O governo chegou com o decreto já pronto, mas, inclusive, pedimos para
analisar essa possibilidade, pelo menos da lei seca. O governo foi
intransigente e disse que não, que o decreto era daquele jeito e não tinha mais
o que fazer".
Escolas
No novo decreto,
que ainda será publicado no Diário Oficial do Estado, o governo indicou que as
escolas públicas e privadas poderão funcionar com aulas presenciais para turmas
até o 5º ano do ensino fundamental. As outras deverão manter ensino em formato
online.
O prefeito de Natal
revelou a formalização de um convênio com o Sebrae "para instalar um
protocolo rígido para proteger as crianças" com o intuito de "liberar
o retorno das aulas gradativamente".
"É outro ponto
que pode aí estar divergindo com o governo do estado, mas nós vamos permitir o
retorno às aulas de acordo com o estabelecimento desse protocolo que está sendo
discutido e elaborado entre a equipe técnica da Secretaria Municipal de
Educação e o Sebrae", disse.
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